Grupo promove ‘escracho’ em frente a casa de militar acusado de torturar Rubens Paiva | Correio do Brasil

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14/05/2012 | 12h41

Manifestante do grupo Levante Popular da Juventude, em frente a casa de militar, no Flamengo

 

Um grupo de cerca de 50 integrantes do movimento Levante Popular da Juventude realizou, na manhã desta segunda-feira, o escracho, uma forma de protesto contra o militar José Antônio Nogueira Belham, acusado de torturar presos políticos durante a ditadura, em frente a casa dele, na rua Marques de Abrantes, 218, no Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Com o objetivo de chamar a atenção do país sobre a importância da Comissão Nacional da Verdade, que tem por objetivo investigar os crimes cometidos por agentes de Estado (torturas, assassinatos, sequestros) durante os Anos de Chumbo (1964-1985), os manifestantes promoveram um ato de escracho/esculacho contra Belham, “para denunciar suas ações enquanto torturador do Regime Militar”, segundo manifesto do grupo.

“Belhan, envolvido nas torturas como colaborador e informante, foi o chefe do DOI-CODI do Rio (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna), um dos órgãos de repressão do governo brasileiro durante o regime militar. Dentre as inúmeras torturas e assassinatos cometidos em sua repartição está a do engenheiro civil e militante pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) Rubens Paiva, como citado no livro A Ditadura Escancarada (p. 326), de Elio Gaspari (2002)”, afirma o movimento, em nota divulgada nesta manhã.

O caráter da ação, conhecida como “escracho”, baseia-se em ações similares as que acontecem na Argentina e no Chile, em que jovens fazem atos de denúncias e revelações dos torturadores que continuam soltos e sem julgamento de suas ações durante a Ditadura Militar. “O Levante, na ambição de ter a verdadeira história do nosso país revelada, vai continuar denunciando os torturadores e lutando pela justiça até que sejam todos eles julgados. Se não há justiça, há escracho”, conclui.

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