Dilma foi “torturada com choques elétricos”, diz reportagem do New York Times | R7

05/08/2012 | 13h06

Diário americano publicou reportagem sobre o tempo em que ela combateu o regime militar

Jornal americano reproduziu foto do julgamento de Dilma

O site do jornal americano The New York Times publicou neste fim de semana uma reportagem sobre a Comissão da Verdade, instalada recentemente no Brasil para investigar os crimes cometidos por militares durante a ditadura (1964-1985). Para falar sobre o assunto, o diário contou a história e estampou a foto da presidente Dilma Rousseff, “a ex-guerrilheira” que foi “repetidamente torturada com choques elétricos nos pés e nas orelhas”.

A matéria começa se lembrando do nome de guerra da hoje presidente: Estela, “capturada em 1970” e presa por três anos.

A reportagem cita o suposto torturador de Dilma, Maurício Lopes Lima (76), coronel reformado que teve a frente de sua casa pichada com a frase “aqui mora um torturador da ditatura”.

“Filha de um empresário imigrante búlgaro e de uma professora brasileira, Dilma abandonou a educação formal para participar de um grupo guerrilheiro, a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares”, diz o texto.

Em um testemunho de 2005, Dilma teria descrito como os militares usaram a palmatória para torturá-la, um método em que um remo é usado para bater nos nós dos dedos e palmas das mãos.

Os americanos afirmam que a presidente “evoluiu consideravelmente desde seus dias na resistência clandestina, quando ela usou vários pseudônimos, uma trajetória semelhante à de outros esquerdistas que ascenderam à condição de elite política do Brasil”.

Depois de deixar a cadeia, Dilma se mudou para a cidade de Porto Alegre (RS), onde seu marido na época, Carlos Franklin Paixão de Araújo, foi completar sua sentença de prisão pelos próprios “crimes subversivos”.

“Ela retomou os estudos em economia, deu à luz uma filha, Paula, em 1976, e entrou para a política local. Moderando seus pontos de vista políticos, ela subiu lentamente à proeminência nacional como uma tecnocrata orientada para resultados. Ela serviu como ministra do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que apostou nela para disputar sua sucessão em 2010”.

O texto afirma que “desde que Dilma assumiu o cargo, ela se recusou a fazer o papel de vítima, enquanto sutilmente pressionava por mais transparência sobre o período de ditadura militar no Brasil”.

O jornal fala até da fama de durona da presidente: “Tem sido dito que ela repreende altos funcionários até que chorem”.

Leia aqui a reportagem completa em inglês.

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http://noticias.r7.com/brasil/noticias/dilma-foi-torturada-com-choques-eletricos-diz-reportagem-do-new-york-times-20120805.html

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