Comitê Estadual de Memória e Verdade realiza ato público | Diário de Pernambuco

28/08/2012 | 20h31

Para comemorar um ano de atividades, o Comitê Estadual de Memória, Verdade e Justiça de Pernambuco reuniu nesta terça-feira (28), no Ministério Público de Pernambuco (MPPE), na Boa Vista, organizações da sociedade civil com atuação na área para um ato público. Na ocasião também foi entregue à integrantes da Comissão da Verdade Dom Helder Camara uma lista com nomes de torturares do regime militar.

Aliado dos trabalhos da comissão, o Ministério Público afixará na sede do órgão uma placa contendo os nomes das pessoas que foram torturadas durante a ditadura. O procurador-geral do MPPE, Aguinaldo Fenelon, reforçou ainda que a instituição tem que ser aliada a todos os movimentos de luta dos Direitos Humanos. “O Ministério Público não pode ficar distante, porque senão não atinge seu papel”, falou Fenelon.

Para o membro do Comitê Estadual Edval Nunes, conhecido como Cajá, o evento aponta para duas direções: uma marca o desejo de busca dos restos mortais dos desaparecidos e aoutra quanto à questão da punição. “Não é possível que depois de tanto tempo não se puna quem cometeu delitos, rompendo a Constituição. Eles ficaram impunes, ajudando a criminalidade que hoje está”, afirmou Cajá. Na opinião do ex-preso político, os torturadores não podem ser anistiados porque eles não foram apenados pelo estado. “Pelo contrário, eles usaram o estado para cometer crimes”, completou Edval Nunes, que foi preso em maio de 1978, na capital pernambucana, acusado de tentar reorganizar o Partido Comunista Revolucionário.

A ideia do ato também é, segundo o membro da coordenação executiva da Comissão Memória e Verdade Rodrigo Deodato pressionar os organismos do estado para observar os casos e apresentar os nomes dos torturadores. Desvinculando o sentimento de vingança, porém, o monge beneditino Marcelo Barros disse que a iniciativa coloca a sociedade em uma perspectiva de transparência, reforçando a democracia não só representativa como também a de participação popular. “Esse ato começa um novo tipo de democracia, onde a sociedade civil pode intervir, dar sugestões”, afirmou Barros.

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http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2012/08/28/interna_politica,393431/comite-estadual-de-memoria-e-verdade-realiza-ato-publico.shtml

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