Acordo entre comissão da verdade nacional e de SP põe 140 casos sob investigação | Carta Maior

25/09/2012

Ficou acertado que um acordo de cooperação será firmado na primeira quinzena de outubro. Durante o encontro realizado na capital paulista, a Comissão Estadual entregou à CNV uma lista dos 140 casos de mortes e desaparecimentos ocorridos durante a ditadura miliar.

Da Rerdação*

São Paulo – A Comissão Nacional da Verdade (CNV) e Comissão Estadual da Verdade Rubens Paiva, de São Paulo, atuarão juntas em 140 casos de mortes e desaparecimentos. As bases da cooperação entre os dois colegiados foram firmadas na tarde desta segunda-feira (24). Ficou acertado que um acordo de cooperação será assinado na primeira quinzena de outubro.

Durante o encontro realizado na capital paulista, a comissão estadual entregou à CNV uma lista dos 140 casos de mortes e desaparecimentos ocorridos durante a ditadura miliar. O colegiado de São Paulo possui atribuição para atuar em desaparecimentos ocorridos no Estado; desaparecimentos de paulistas ocorridos em outras localidades; mortes ocorridas em São Paulo e mortes de paulistas ocorridas em outros lugares.

A meta da comissão paulista é estabelecer as circunstâncias, locais, agentes públicos ou a serviço do Estado envolvidos nos 140 casos em que ela tem atribuição de agir. Para isso, a comissão estadual terá o apoio da comissão nacional, que poderá fazer requerimentos e convocações para a Comissão de São Paulo.

Participaram da reunião os membros da Comissão Nacional da Verdade José Carlos Dias e Rosa Cardoso e o presidente da comissão estadual, Adriano Diogo, além de representantes de familiares de mortos e desaparecidos, procuradores da Assembleia Legislativa de São Paulo (a comissão de SP funciona no legislativo), e o promotor de Justiça Eduardo Valério, do Ministério Público do Estado de São Paulo.

As duas comissões também trabalham juntas visando o tombamento de dois imóveis emblemáticos da repressão: o edifício na avenida Brigadeiro Luís Antônio, no centro da cidade, onde funcionaram as auditorias militares, e o prédio onde hoje funciona o 36º DP, no Paraíso, que foi sede da Operação Bandeirantes e do Doi-Codi, o maior centro de tortura e morte que funcionou em São Paulo durante o regime militar.

“Temos que transformar aquele prédio (em que funcionou o Doi) em um centro de referência, um museu que testemunhe aquele período de violência estatal. Não é possível que naquele local ainda funcione uma delegacia. Temos que respeitar a memória dos que lá tombaram”, afirmou Dias. “Queremos fechar uma biografia de todas essas 140 vítimas, além de registrar detalhes de como o aparelho repressivo estatal agiu nesses casos”, afirmou Adriano Diogo.

*As informações são da assessoria de comunicação da Comissão Nacional da Verdade

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