Evento | 06/10 | São Paulo | Sábado Resistente – Vinte Anos da Abertura dos Arquivos do DEOPS

A luta dos Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos e de ex presos e perseguidos políticos pelo esclarecimento dos crimes cometidos pela ditadura militar tornou a abertura dos arquivos uma reivindicação básica da Democracia muito antes da atual fase de cobrança por Justiça e da instalação da Comissão da Verdade.

A comoção causada pela abertura da Vala Clandestina do Cemitério de Perus, em São Paulo, teve como consequência a exigência de abertura dos arquivos da repressão política. Os arquivos dos DOPS estaduais de vários estados foram abertos pela pressão das entidades de defesa dos Direitos Humanos e os acervos dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, que estavam em poder do governo federal, passaram a ser uma exigência generalizada dos democratas.

O arquivo do Deops de São Paulo, levado às pressas para a Polícia Federal quando da eleição do primeiro governador de oposição, estava sob a guarda de policiais comprometidos com as torturas do período da ditadura militar e sob constante ameaça de destruição. Era urgente devolvê-lo para a esfera estadual e para o controle da sociedade.

Intensa campanha foi realizada e, finalmente, em 1992, incessante campanha conseguiu que voltasse para seu lugar de origem. Faltava o tratamento adequado e democrático para que a sociedade civil pudesse ter acesso aos documentos.

Para conhecer a luta dos familiares pela abertura dos arquivos, conhecer os bastidores dessa luta e os avanços para a concretização da mais ampla democratização de acesso, o Sábado Resistente debaterá esse tema com dois conhecedores: uma lutadora, responsável por grande parte dessa luta para a abertura dos arquivos do Deops de São Paulo, junto com um especialista e responsável pela manutenção, preservação e democratização da consulta desses documentos, que falarão sobre essa história e da luta pela abertura de todos os arquivos do período da ditadura que ainda não foram abertos à sociedade.

 

PROGRAMAÇÃO

14h00: Boas vindas   – Caroline Grassi (Memorial da Resistência de São Paulo)

     Coordenação–  Maurice Politi  (Núcleo de Preservação da Memória Política)

14h30: PALESTRA

–  Maria Amélia  de Almeida Teles (militante política, ex presa e dirigente da Comissão dos Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos. Ativista de Direitos Humanos e coordenadora da ONG União de Mulheres de São Paulo).

   Lauro Avila Pereira (Diretor do Departamento de Preservação e Difusão do Acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo. Formado em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP e mestre em História Social pela mesma Universidade. É professor do Departamento de História da PUC-SP. Foi diretor adjunto da Cinemateca Brasileira entre os anos 2004 e 2006)

– 16h00: Sessão de perguntas e respostas

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Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Memorial da Resistência de São Paulo e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.

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