Pra Você Ver: Ditadura e desaparecidos | TVT

05/10/2012

Parte 1

Parte 2

Parte 3

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Uma resposta

  1. Análise de fatos.
    As semelhanças dos fatos que ocorreram no passado mais distante que culminaram com a morte de todos que se opuseram aos interesses dos generais, com os fatos do passado mais recente que culminaram no impedimento de Collor serão mera coincidência com os que estão ocorrendo atualmente?
    Jobim e Gilmar Mendes tentaram armar pra cima do Lula, tratando assuntos sensíveis numa reunião que era pra ter sido secreta.
    O general José Elito, chefe do GSI, vinha monitorando o Ministro Joaquim Barbosa com seu consentimento.
    Tudo o que ocorria em torno de Barbosa vinha sendo registrado pelos militares.
    Se o Elito sabia dessa operação clandestina o general Enzo, comandante do exército, também sabia. Barbosa provoca Dilma, tentando vinculá-la ao processo do mensalão.
    Toda essa operação de monitoramento e registros é feita pelos militares sem o conhecimento de Dilma.
    Além de Dilma, o Ministro Amorim, o Diretor da PF e o Ministro da Justiça também foram ignorados pelos militares que agiam nas sombras, à traição.
    As evidências são robustas.
    Parece que se desenhava algum tipo de golpe contra o governo. Por que razão Barbosa, monitorado pelos generais, se colocou como isca, com provocações explícitas contra o governo?
    Muitas explicações são necessárias sobre esses fatos revelados tais como:
    Além de Barbosa, será que outras autoridades estão sendo monitoradas pelos generais?
    Desde quando, exatamente, Barbosa vinha sendo monitorado?Quais são e onde estão os registros armazenados durante esse período de monitoramento?
    Barbosa vai se aposentar. Será ele futuro candidato a presidente? Diante dessa possibilidade, estariam os militares alinhando forças, dissimuladamente, para eleger um futuro presidente simpático à ideologia militar no intuito de se reaproximar do poder político do qual estão convenientemente afastados?
    É muita ingenuidade acreditar que os generais estavam empenhados em prover a “segurança” do Barbosa.
    A segurança de outros ministros do STF é provida por agentes da PF.
    Barbosa sempre se declarou, publicamente, ser avesso a segurança aproximada. Sempre afastou a segurança.
    Vinha, porém, sendo intensamente monitorado pelos generais sem conhecimento das autoridades competentes.
    Se estivesse sendo protegido por agentes da PF, assim como os outros ministros, certamente um sistema de segurança identificaria o outro. Mas, como a intenção era fazer tudo nas sombras, o mais conveniente era afastar a PF.
    Está tudo muito evidente.
    Mas e aí alguém pode perguntar: o que isso tudo tem a ver com as mortes suspeitas sob o regime ditatotial e o impedimento de Collor?
    E aí eu respondo: leia tudo de novo, ligue os fatos e você vai ver que a resposta é: as mortes suspeitas e o impedimento de Collor foram precedidos desse tipo de trabalho que estava sendo feito agora contra o integrantes do atual governo. Se o governo não cortar as cabeças dos generais traidores, os generais traidores vão cortar a cabeça do governo.

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