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“Dossiê Jango” alerta para necessidade de investigação da morte do presidente | Último Segundo

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‘Violências sutis não são vistas’, diz filha de sindicalista preso na ditadura | Último Segundo

21/07/2012 | 8h

Adelino não desapareceu, não foi morto ou torturado na ditadura militar, mas sua prisão marcou toda a família. Dulcinea lembra da casa invadida e vasculhada por militares

Nara Alves – iG São Paulo

Criada para examinar violações de direitos humanos entre 1946 e1988, a Comissão da Verdade pretende lançar luz sobre casos notórios de tortura física e desaparecimentos durante o regime militar. Violências de menor ou nenhuma repercussão, no entanto, podem passar ao largo dos trabalhos da Comissão. É o caso da família de Adelino Cassis, morto em 2011 aos 88 anos. “Têm violências sutis que não são vistas”, diz a filha, a psicóloga Dulcinea Cassis.

Adelino Cassis não desapareceu, não foi morto ou torturado pelo regime militar. Por ser líder sindical filiado ao PCB, contudo, foi perseguido e preso. Enquanto estava foragido, sua casa em Brasília foi revirada três vezes diante da mulher e dos seis filhos de 2 a17 anos de idade. O trauma e a consequência financeira da escolha política de Cassis foram esquecidos pelo governo e não têm registro nos livros de história do Brasil, mas permanecem vivos na memória da família.

Em 1963, um ano antes do Golpe, Adelino liderou greve dos funcionários do Banco do Brasil

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‘A partir de d. Paulo mudou tudo’, diz Frei Betto sobre apoio da Igreja ao golpe | Último Segundo

19/07/2012 | 8h

O religioso, um dos principais nomes na luta contra a ditadura, conta que foi o arcebispo quem levantou a bandeira em defesa dos direitos humanos após as denúncias de torturas

Ricardo Galhardo – iG São Paulo

No primeiro momento, a Igreja Católica e outras organizações religiosas apoiaram o golpe militar de 1964. Alguns religiosos, como o então cardeal de São Paulo d. Agnelo Rossi, chegaram a encobrir torturas e outras atrocidades. Foi só com o passar do tempo, o surgimento de denúncias rotineiras sobre desrespeitos aos direitos humanos e a caracterização cada vez mais clara do regime como uma ditadura, que a Igreja mudou de lado e passou a ser um dos pilares na defesa da democracia. A opinião é do escritor Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, testemunha e personagem desta história.

Durante a conversa com o iG na sala de música do convento dos dominicanos, um oásis de árvores e passarinhos encravado no bairro do Sumaré, zona oeste de São Paulo, Frei Betto disse que a situação mudou a partir da intervenção direta do papa Paulo VI, que substituiu d. Rossi por d. Paulo Evaristo Arns. “A partir de d. Paulo mudou tudo”, afirmou.

Frei Betto aponta para retrato de Frei Tito, que morreu atormentado pela voz de seu torturador

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‘É ingenuidade pensar que tudo acabou’, diz Frei Betto sobre espiões da ditadura | Último Segundo

18/07/2012 | 8h

Um dos principais nomes da Igreja Católica na luta contra o regime militar e ex-assessor da Presidência diz que tem certeza que o MST está entre os alvos dos militares hoje

Ricardo Galhardo – iG São Paulo

“É muita ingenuidade nossa pensar que tudo acabou”. A frase é do escritor Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, um dos principais nomes da Igreja Católica brasileira na resistência à ditadura militar (1964-1985). Preso entre 1969 e 1974, acusado de integrar a Ação Popular ao lado do guerrilheiro Carlos Marighella, Frei Betto está convencido de que os militares ainda agem nos bastidores do Planalto espionando as mais altas autoridades do país, inclusive a Presidência da República.

Em entrevista ao iG, Frei Betto, que foi assessor especial da Presidência no primeiro governo Lula, disse ter alertado o então chefe de gabinete Gilberto Carvalho sobre a possibilidade de escutas telefônicas no Palácio do Planalto. “Estou convencido de que isso existe até hoje. Não que eles (militares) estejam me seguindo ou espionando. Mas tenho certeza que o MST e até a Presidência da República, sim”, afirmou.

Frei Betto, que trabalhou na Presidência, está convencido de que os militares agem nos bastidores do Planalto

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Em vídeo, ex-delegado do DOPS pede que coronel Malhães vá à Comissão da Verdade | Último Segundo

24/06/2012 | 15h26

Personagem central do livro Memórias de uma Guerra Suja, que traz revelações inéditas sobre episódios importantes da ditadura, Claudio Guerra defende que ele e o coronel “contribuam com a verdade

iG Brasília

O ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS ) Claudio Guerra quer que a Comissão da Verdade convoque o tenente-coronel reformado Paulo Malhães, de 74 anos, conhecido como “Doutor Pablo” para depor. Em vídeo, o homem que ajudou a torturar e executar adversários do regime militar, pede que o coronel o ajude a esclarecer “a verdade”. Continuar Lendo →

Instalada há um mês, Comissão da Verdade ainda faz ajustes operacionais | Último Segundo

19/06/2012 | 13h29

Apenas metade dos assessores foi nomeada e somente na semana passada governo permitiu viagens de técnicos. Um dos auxiliares era “agente duplo” na Polícia Civil de SP

Wilson Lima – iG Brasília

Presidente da Comissão da Verdade, Gilson Dipp, já previa demoras para início das investigações

Instalada há um mês, a Comissão da Verdade ainda sofre com ajustes operacionais. Dos 14 assessores que foram disponibilizados pelo Palácio do Planalto, apenas metade foi nomeada até o momento. Além disso, problemas de planejamento no ato da criação do órgão obrigaram o governo a adotar algumas medidas somente após o seu funcionamento. Por conta destes problemas, a comissão ainda não começou, de fato, as investigações contra os crimes ocorridos durante o regime militar, principal objetivo do órgão.

Um exemplo destes problemas enfrentados pela Comissão da Verdade ocorreu na semana passada. Somente na semana passada, a presidenta Dilma Rousseff (PT) e a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, baixaram um decreto que regulamentou o exercício de função dos técnicos auxiliares da Comissão da Verdade fora do Distrito Federal (DF). A medida é necessária porque boa parte dos trabalhos do órgão ocorre fora de Brasília. Nas últimas duas semanas, as reuniões foram realizadas em São Paulo. Continuar Lendo →

Comissão da Verdade decide criar “Wikipédia da ditadura” | Último Segundo

15/06/2012 | 7h

Conforme o iG antecipou, integrantes já definiram que também utilizarão informações de internautas nas investigações; assim trabalhos do órgão devem durar mais que dois anos

Wilson Lima – iG Brasília

Durante as primeiras reuniões da Comissão da Verdade, os sete membros do órgão definiram que vão instituir um sistema on line para colher informações de parentes de vítimas da ditadura. A ideia é que esse sistema seja uma espécie de “Wikipédia” do regime militar.

A proposta foi adiantada com exclusividade pelo iG, no dia da instalação da comissão, em 16 de maio. A sugestão partiu do jurista e escritor pernambucano José Cavalcanti Filho e tem o objetivo de ampliar, de forma indireta, o tempo de investigação da Comissão da Verdade. O órgão instituído em maio terá até 2014 para apresentar um relatório, a ser transformado em um livro. Continuar Lendo →

Integrante da comissão da verdade renuncia à gratificação de R$ 11 mil | Último Segundo

04/06/2012 | 17h13

O jurista José Paulo Cavalcanti Filho enviou ofício afirmando que quer apenas o custeio das viagens entre Brasília e Recife

Wilson Lima iG Brasília

O advogado e escritor José Paulo Cavalcanti Filho renunciou à gratificação de R$ 11,1 mil que teria direito como integrante da comissão da verdade. Ele é o primeiro membro do órgão instituído no mês passado a abrir mão do benefício. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira no blog do jornalista Magno Martins.

Segundo o blog, José Paulo Cavalcanti enviou ofício à ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, renunciando à gratificação mensal por ser integrante do órgão, além das diárias, do aparelho celular e o iPad ao qual teria direito. Cavalcante aceitou apenas receber as passagens aéreas no trecho Brasília – Recife, cidade onde ele reside. Cavalcanti afirma que renegou a esses benefícios por seu “elevado grau de espírito público”.

Durante a formatação do regimento interno da comissão da verdade, José Paulo Cavalcanti incluiu a possibilidade de renúncia a eventuais ajudas financeiras. A lei que criou o órgão abre a possibilidade de captação de recursos por meio de instituições de ensino superior ou organismos internacionais.

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http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-06-04/integrante-da-comissao-da-verdade-renuncia-a-gratificacao-de-r-11-mil.html

Ministro da Justiça determina proteção a ‘cemitérios’ da ditadura | Último Segundo

31/05/2012 | 10h18

Casos citados pelo ex-delegado do DOPS, Cláudio Guerra, estão sendo alvo de investigação do MPF em quatro estados

Wilson Lima, iG Brasília

Ex-delegado Cláudio Guerra traz revelações sobre crimes da ditadura em livro | Foto: Agência Porã

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou a proteção aos locais onde supostamente ocorreram execuções e enterros de militantes de esquerda, durante o regime militar, conforme relatos do ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), Cláudio Guerra.

A preservação destes locais tem o intuito de evitar que algumas provas ainda sejam perdidas, apesar das execuções narradas por Guerra no livro “Memórias de uma guerra suja” terem ocorrido nas décadas de 1970 e 1980. Hoje, os locais estão sendo resguardados por membros da Polícia Federal (PF), conforme o ministro.
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