Arquivos Mensais: março \31\UTC 2012

Manifesto – A Tortura Continua… | CMI Brasil

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2012/03/505805.shtml

31/03/2012 | 18h08

manifesto do preso no protesto no clube militar, em 29 de março de 2012, onde militares da reserva torturadores comemoravam o golpe de 64.

Venho, através deste manifesto, apresentar minha visão sobre os protestos contra o debate “1964 – A Verdade” no Clube Militar, na Av. Rio Branco, centro do Rio de Janeiro, onde, militares da reserva comemoravam a ditadura de 1964, que denominadas por eles “revolução”. Outra mentira deles é dizer que o golpe foi dado no dia dia 31 de março, e não no dia 1º de abril – dia da mentira, por razões propagandísticas óbvias.

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Território do Medo – A ditadura militar em Belém | Michel Pinho

http://www.michelpinho.com.br/territorio-do-medo-a-ditadura-militar-em-belem/

“Articular historicamente o passado não significa conhecê-lo “como ele de fato foi”. Significa apropriar- se de uma reminiscência, tal como ela relampeja no momento de um perigo.” – Walter Benjamin

Belém, 31 de março de 2012. A chuva que caiu a tarde deixou a cidade mais vazia do que o habitual. No Largo da Trindade a missa acabou as 17h 15min. As senhoras mais idosas saíram apressadas para dentro dos carros que estavam á espera. Há Poucas quadras dali, uma escola profissionalizante, situada no início da rua Santo Antônio com a Travessa Frei Gil de Vila Nova, dispensava seus alunos mais cedo. O banco testemunhava as juras de amor do casal sentado no pátio da Casa das 11 janelas… Enfim, Belém estava no seu cotidiano. Nada lembra, o 31 de março de 1964 quando a ditadura militar tomou a cidade.

A demarcação do território do medo.

Prédios imponentes guardam os ecos das torturas, nas avenidas principais da capital do Pará, milhares de pessoas passam todos os dias ao lado do 2º Quartel da Polícia Militar (hoje transformado na sede da Casa Cor) fincado na Gaspar Viana com Assis de Vasconcelos, entram na capela de Santo Antônio sem se dar conta que a menos de trinta metros ficava a sede do temido DOPS  ou hospedam-se no Hotel Regente, que foi construído no local onde ficava a União Acadêmica Paraense (UAP) ali na José Malcher. O silêncio se impõe diante do passado.

A fotografia atua nesse caso como elemento de recuperação de parte de uma memória, entra como sinalizadora de um espaço urbano pautado no passado que teima em não ser apagado.

Sede do 8ª Região Militar – Localizado na Praça da Bandeira

Endereço: Rua João Diogo, na frente da Praça da bandeira Continuar Lendo →

Comissão da OEA investiga Brasil por caso Herzog | Estadão

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,comissao-da-oea-investiga-brasil-por-caso-herzog,855039,0.htm

29/03/2012 | 13h15

País foi notificado oficialmente e terá cerca de dois meses para explicar por que não puniu o assassinato do jornalista, morto no DOI-Codi de São Paulo, em 1975

Foto feita na cela do DOI-Codi, em outubro de 1975 | Reprodução/Arquivo AE

RIO – A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA) sediada em Washington (EUA), abriu oficialmente processo para investigar por que o Brasil não puniu o assassinato sob tortura por agentes do DOI-Codi de São Paulo, em 25 de outubro de 1975, do jornalista Vladimir Herzog. O País foi notificado na última terça-feira, 20, da denúncia apresentada pelo Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL), pela Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos (FIDDH), pelo Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo e pelo Centro Santo Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo. Continuar Lendo →

Protestos contra a tortura mobilizam centenas de manifestantes em todo o país | Correio do Brasil

http://correiodobrasil.com.br/protestos-contra-a-tortura-mobilizam-centenas-de-manifestantes-em-todo-o-pais/416657/

27/03/2012 | 12h18

Estudantes fazem resgates históricos do período da ditadura para mostrar a importância da comissão da verdade

Organizado pelo Levante Popular da Juventude, o apoio à Comissão da Verdade se transformou em um ato que mobiliza centenas de manifestantes, nas últimas 24 horas, nas principais capitais do país. A onda de protestos tem  o intuito de expor, publicamente, participantes diretos da violência repressiva, com atos próximos aos locais onde vivem os acusados durante a ditadura militar.

A Comissão da Verdade, aprovada e sancionada no ano passado, ficará a cargo de investigar, com acesso livre a documentos, casos de violação aos direitos humanos durante o período de 1946 a 1988.  Para sair do papel, a comissão precisa agora que seus integrantes sejam escolhidos pela presidenta Dilma Rousseff. Continuar Lendo →

Eles não querem a verdade | IstoÉ

http://www.istoe.com.br/reportagens/194204_ELES+NAO+QUEREM+A+VERDADE

09/03/2012 | 21h
atualizado em 16/04/2012 | 20h05

Para evitar a reconstituição de episódios da ditadura, oficiais orquestram uma crise militar, mas são repreendidos pelo governo, que aguarda punição

Octávio Costa e Michel Alecrim

INSURGÊNCIA
Presidentes do Clube Naval, Veiga Cabral, da Aeronáutica, Almeida Baptista,
e o general da reserva Luiz Cesário Filho (da esq. para a dir.) assinaram
manifesto em que censuram a presidenta Dilma Rousseff e atacam
ministras dos Direitos Humanos e da Secretaria das Mulheres

No momento em que a presidenta Dilma Rousseff está prestes a nomear os integrantes da Comissão da Verdade e o governo decide reclassificar documentos em obediência à Lei de Acesso à Informação, oficiais da reserva, que atuaram na repressão durante a ditadura, tentam de maneira orquestrada criar uma crise militar para impedir a reconstituição dos fatos históricos. Na primeira investida, conseguiram a adesão dos presidentes do Clube Militar, do Clube Naval e do Clube da Aeronáutica. Mas, depois que essas entidades voltaram atrás, os críticos da Comissão da Verdade ficaram isolados em sites obscuros na internet, nos quais sustentam as violações dos direitos humanos que cometeram principalmente depois do AI-5, editado em dezembro de 1968. O governo acompanha o movimento com discrição, por considerar que o pior caminho seria descer ao nível de seus opositores. Em audiência no Senado, na terça-feira 6, o ministro da Defesa, Celso Amorim, abordou a questão com frieza. “A Comissão da Verdade foi objeto de muita negociação e o governo respeitará o que foi pactuado”, disse ele. Continuar Lendo →

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