Arquivos de Tag: brasil de fato

O presídio indígena da ditadura | Brasil de Fato

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Sábado Resistente destaca centenário de militantes | Brasil de Fato

21/09/2012

Apolonio de Carvalho, Rolando Frati e Maurício Grabois completariam, em 2012, 100 anos de vida; homenagem será neste sábado (22) no Memorial da Resistência, em São Paulo

Da redação

Será realizada neste sábado (22) mais uma edição do Sábado Resistente. O tema deste encontro será “Três vidas de militância: Apolonio, Frati e Grabois – 100 anos”.

Apolonio de Carvalho, Rolando Frati e Maurício Grabois completariam, em 2012, 100 anos de vida. Os três foram líderes políticos e ativistas contra as ditaduras, tanto na mais recente, iniciada em 1964, como também na de Getúlio Vargas durante o chamado Estado Novo. Também foram internacionalistas, cada um à sua maneira, e defenderam os valores e princípios da Democracia e do antifascismo. Continuar Lendo →

Sociedade civil pauta a Comissão da Verdade | Brasil de Fato

22/08/2012

Comissão quer apresentar plano de trabalho com base em grupos temáticos

Pedro Rafael Ferreira,
da Brasília (DF)

Índios Waimiri-Atroari foram massacrados durante a ditadura / Foto: Egydio Schwade

“Para que não se esqueça. Para que nunca mais aconteça!”. Sob o lema que inspira a luta política de dezenas de entidades contra os crimes praticados pelo Estado brasileiro na ditadura civil-militar (1964-1985), a Comissão Nacional da Verdade recebeu, no dia 30 de julho, três caixas de requerimentos, informações, documentos e sugestões que serão incorporadas o trabalho de investigação histórica em curso até 2014. A entrega foi feita no Palácio do Planalto, em Brasília, durante a primeira reunião da comissão com as organizações da sociedade civil desde a instituição do grupo oficial, em maio desse ano, por força da Lei 12.528/2011.

“A primeira coisa é acabar com a visão equivocada de que houve dois lados em disputa [durante ditadura]. Não havia dois lados. Quando o Estado se torna tirânico, como foi o caso, a sociedade tem o direito de lutar contra a tirania”, afirmou o consultor Francisco Celso da Silva, representante do Fórum pelo Direito a Memória e a Verdade do Espírito Santo, que reúne fi lhos de desaparecidos políticos, Ordem dos Advogados do Brasil, membros do governo e do Poder Legislativo estaduais. Continuar Lendo →

Ditadura militar massacrou indígenas, relata missionário | Brasil de Fato

22/08/2012

O Estado brasileiro reconhece 475 pessoas, entre mortas e desaparecidas, por fazerem oposição ao regime civil-militar (1964 – 1984)

Aline Scarso,

da Redação

Egydio Schwade posa ao lado de indígenas Waimiri-Atroari na aldeia Yawara, em Roraima – Foto: Arquivo Pessoal

Provavelmente Egydio Schwade é um dos indigenistas vivos que mais podem contribuir com a Comissão Nacional da Verdade para esclarecer crimes praticados pelo Exército brasileiro, a mando do governo militar, contra os indígenas durante a última ditadura civil-militar (1964 – 1984). Atualmente com 76 anos, Egydio foi o primeiro secretário-executivo do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) e trabalhou com a alfabetização dos Waimiri-Atroari (ou Kiña, como eles se autodenominam) em 1985, quando passou a morar com a família na aldeia deste povo na floresta amazônica. A partir dessa atividade, tomou contato com uma realidade na sua maior parte ainda desconhecida pelos brasileiros e não titubeia ao afirmar que pelo menos 2 mil indígenas dos Waimiri-Atroari de todas as idades estão desaparecidos. “São histórias de violência que precisam ser esclarecidas”, defende o ex-missionário.

Os Waimiri-Atroari constituíam suas aldeias em trajeto semelhante ao escolhido para a obra BR 174, a estrada que liga Manaus à Boa Vista, conhecida também como Manaus–Caracaraí, construída entre 1967 a 1977. Embasada em discurso desenvolvimentista dos estados da Amazônia e Roraima e do governo brasileiro, posteriormente a estrada facilitaria a instalação da hidrelétrica de Balbina e de projetos de mineração. Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, em 21 de janeiro de 1975, o Coronel Arruda, comandante do 6º Batalhão de Engenharia e Construção, responsável pela construção da BR-174, deu o tom da ação: “A estrada é irreversível como é a integração da Amazônia no país. A estrada é importante e terá que ser construída custe o que custar. Não vamos mudar o seu traçado, que seria oneroso para o Batalhão, apenas para pacificarmos primeiro os índios”. Continuar Lendo →

Comissão da Verdade da USP propõe esclarecer violações promovidas pela Universidade | Brasil de Fato

14/06/2012

Confira o depoimento da professora Marilena Chauí sobre o que foi viver na Universidade sob a intervenção da ditadura militar

da Redação

A campanha pela instalação de uma Comissão da Verdade da Universidade de São Paulo (USP) começa a ganhar corpo e conta com apoios de peso. A Comissão  propõe esclarecer graves violações de direitos humanos promovidas pela  USP entre 1964 a 1985 contra professores, funcionários e estudantes considerados “subversivos” e contrários ao regime militar.

Acesse o site  da campanha Por uma Comissão da Verdade na USP

Lançada na última terça-feira (12) com a participação de mais de 500 pessoas no campus Butantã, a Comissão da Verdade da USP tem o apoio de professores notáveis como Fábio Konder Comparato e Jorge Luiz Souto Maior, da Faculdade de Direito; Paul Singer, da Faculdade de Economia e Administração e Contabilidade; e Marilena Chauí, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Continuar Lendo →

1964: Golpe Militar a serviço do Golpe de Classe | Brasil de Fato

23/05/2012

Para que a missão da Comissão da Verdade seja completa e satisfatória, caberia a ela fazer um juízo ético-político sobre todo o período do regime militar

Leonardo Boff

O objeto da Comissão da Verdade deve, sim, tratar dos crimes e dos desaparecimentos perpetrados pelos agentes do Estado ditatorial. É sua tarefa precípua e estatutária. Mas não pode se reduzir a estes fatos. Há o risco de os juízos serem pontuais. Precisa-se analisar o contexto maior que permite entender a lógica da violência estatal e que explica a sistemática produção de vítimas. Mais ainda, deixar claro o trauma nacional que significou viver sob suspeitas, denúncias, espionagem e medo paralisador.

Neste sentido, vítimas não foram apenas os que sentiram em seus corpos e nas suas mentes a truculência dos agentes do Estado. Vítimas foram todos os cidadãos. Foi toda a nação brasileira. Para que a missão da Comissão da Verdade seja completa e satisfatória, caberia a ela fazer um juízo ético-político sobre todo o período do regime militar. Continuar Lendo →

O torturador na vitrine | Brasil de Fato

http://www.brasildefato.com.br/node/9395

20/40/2012

No Brasil a tortura como arma policial e como instrumento de domínio social foi instituição de Estado

Mário Maestri

O torturador debruçava-se sobre a vítima com objetivos imediatos. Através da destruição física e psicológica, buscava quebrar a vontade do torturado para que denunciasse companheiros; revelasse locais de encontro e reunião; indicasse atos passados e futuros. Exigia que tudo revelasse, a fim de interromper a dor lancinante e o medo à dilaceração irremediável da existência, vivida em extrema solidão. Continuar Lendo →

As Forças Armadas e a Comissão Nacional da Verdade | Brasil de Fato

http://www.brasildefato.com.br/content/forças-armadas-e-comissão-nacional-da-verdade

04/04/2012

Os militares da reserva, protagonistas dos crimes da ditadura civil-militar e que fazem uma guerra suja contra a Comissão da Verdade, não falam em nome das forças armadas brasileiras

Editorial da edição 475 do Brasil de Fato

A história demonstra que cada geração une o passado e o presente de forma original. Os elementos e as contradições do presente são imprescindíveis para a construção de novos processos históricos. No entanto, ao mesmo tempo em que os elementos do presente são imprescindíveis, também são insuficientes, sendo a síntese dialética das contradições do passado e do presente fundamentais para a construção das mudanças sociais.

O historiador francês Jean Chesneaux afirma que os povos, particularmente os subalternos do mundo, deviam “libertar o passado”. Atualmente, viabilizar concretamente a Comissão Nacional da Verdade no Brasil significa contribuir para libertar o passado e avançar na construção de uma sociedade comprometida com a memória, com a verdade e com a justiça. O apoio e a solidariedade de diversos setores da sociedade com as recentes ações do Levante Popular da Juventude em defesa da Comissão da Verdade indica que está em construção um clima político favorável para que o governo brasileiro avance na concretização dessa comissão, proporcionando-lhe plenas condições de trabalho. Continuar Lendo →

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