Arquivos de Tag: cláudio antônio guerra

Comissão da Verdade só colheu dois depoimentos formais de agentes da repressão | Carta Maior

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Justiça do Rio autoriza desapropriação da Fazenda Cambahyba para reforma agrária | Agência Brasil

17/08/2012 | 11h29

Guilherme Jeronymo
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A Fazenda Cambahyba, em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, pode ser destinada à reforma agrária. O juiz Dario Ribeiro Machado Junior, da 2ª Vara Federal em Campos, deu, no último dia 7 de agosto, decisão favorável à continuação do processo de desapropriação da área, solicitado pela representação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no estado. O juiz negou pedido contrário apresentado pelos donos da terras. Ainda cabe recurso da decisão.

O processo de desapropriação da fazenda começou em 1995, quando a superintendência do Incra no estado fez o pedido. Três anos depois, os proprietários conseguiu reverter a decisão. Desde então, a disputa está nos tribunais. Em 2000, a fazenda foi ocupada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), obrigados a deixar o local meses depois. Continuar Lendo →

Comissão de Anistia julga processo de homem desaparecido na ditadura | Jornal do Brasil

17/08/2012 | 9h35

Mãe de preso político, já com 99 anos, estará no julgamento

Começou nesta sexta-feira(17), na sede da PUC-RJ, a 61ª Caravana da Anistia. Em destaque, haverá hoje o julgamento do processo de Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, desaparecido político durante a ditadura militar. O presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abraão, conduzirá a sessão, enquanto a sustentação oral em nome da família Santa Cruz ficará por conta do presidente da OAB no Rio, Wadih Damous. O processo começou por volta das 9h30.

Dona Elzita, mãe de Fernando, possui hoje 99 anos de idade. Á época do desaparecimento, Fernando Santa Cruz era estudante de Direito na Universidade Federal Fluminense e tinha 26 anos. Ele foi preso e torturado por agentes do DOI-CODI em fevereiro de 1974, no Rio de Janeiro, juntamente com outros integrantes da Ação Popular Marxista-Leninista (APML). Fernando Santa Cruz dá nome ao Centro Acadêmico de Direito da UFF. Continuar Lendo →

Secretário nacional de Justiça manifesta otimismo sobre localização de desaparecidos da ditadura militar | Agência Brasil

14/08/2012 | 20h43

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O maior volume de informações gerado a partir de esforços de governo e da sociedade civil poderá levar à localização dos desaparecidos políticos durante a ditadura militar. Instrumentos como a Comissão Nacional da Verdade, o Grupo de Trabalho do Araguaia e até a participação de ex-colaboradores do regime estão produzindo dados importantes para viabilizar as buscas.

A avaliação é do secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, que participou hoje (14) da abertura da Conferência Internacional Memória: América Latina em Perspectiva Internacional e Comparada, que prossegue até sexta-feira (17) na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). “Eu estou muito otimista [sobre a localização dos desaparecidos]. Acho que nunca vivemos um momento como este no Brasil. Nós estamos caminhando para isso. Temos o Grupo de Trabalho do Araguaia, a Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos e agora a Comissão da Verdade”, disse. Continuar Lendo →

Movimentos querem que USP reverta demissão de Ana Rosa Kucinski, morta pela ditadura | Viomundo

10/08/2012 | 13h12

por Conceição Lemes

A Universidade de São Paulo (USP) foi a universidade brasileira mais atingida pela ditadura civil-militar. Houve todo tipo de arbitrariedade contra os professores, funcionários e alunos que resistiram ao golpe de 64: perseguição, delação, demissão.

Um dos casos emblemáticos é o da professora Ana Rosa Kucinski Silva, do Instituto de Química. Em outubro de 1975, foi demitida por “abandono de função”. Só que Ana Rosa havia sido sequestrada e assassinada  pelos órgãos da repressão da ditadura no ano anterior, em 1974.

Por isso, nesta segunda-feira 18, a partir das 11h30, o Fórum Aberto pela Democratização da USP realiza ato no Instituto de Química da USP, na Cidade Universitária, para pedir à Congregação da unidade que anule a decisão tomada em outubro de 1975. Continuar Lendo →

A Casa da Morte, no foco da Comissão da Verdade | Estadão

31/07/2012 | 21h23

Roldão Arruda

A Comissão Nacional da Verdade está definindo aos poucos alguns de seus principais focos de interesse. A Casa da Morte, em Petrópolis, é um deles. No próximo dia 13, no Rio, quando se reunirem com representantes de comitês da verdade e  de organizações sobre  mortos e desaparecidos que funcionam no Estado, os integrantes da comissão vão abordar o assunto.

A Casa da Morte é o nome como ficou conhecido o local de operações clandestinas que o Centro de Informações do Exército (CIE) montou e manteve no centro de Petrópolis, na década de 1970. Os fatos ali ocorridos são citados recorrentemente na literatura sobre violações de direitos humanos no período do regime militar. Cerca de vinte presos políticos teriam sido executados na casa. Continuar Lendo →

Comissão da Verdade define cronograma de atividades | Portal da Câmara Municipal de São Paulo

13/07/2012 | 15h15

A Comissão da Verdade da Câmara Municipal, instalada para investigar as violações aos direitos humanos ocorridas em São Paulo durante o regime militar, divulgou o cronograma das atividades previstas para serem realizadas até o final do ano.

O próximo encontro está programado para o dia 19 de julho, quando os vereadores devem ouvir os ex-presos políticos Amélia Teles, Alcídio Buono e Raphael Martinelli. No dia 26, o colegiado receberá os advogados Egmar José de Oliveira, Luis Eduardo Greennhalgh, Idibal Pivetta e Airton Soares, que fizeram oposição ao regime. Continuar Lendo →

Ex-delegado do Dops sugere à Comissão da Verdade 7 depoentes | O Globo

25/06/2012 | 23h56

Claudio Guerra prestou depoimento ‘valioso’ ao colegiado, segundo Gilson Dipp

Evandro Éboli

BRASÍLIA – A Comissão da Verdade colheu nesta segunda-feira depoimento de Cláudio Guerra, ex-delegado do Dops que admitiu ter participado de assassinatos de opositores da ditadura. Guerra encaminhou à comissão relação com os nomes de sete pessoas que podem ser ouvidas e dar detalhes do que ocorreu nos porões do regime militar.

Cláudio Guerra conta em detalhes no livro “Memórias de uma guerra suja” como atuou na execução dos militantes de esquerda. Os integrantes da Comissão da Verdade informaram que Guerra confirmou todas informações do livro, escrito pelos jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto, no depoimento que durou uma hora e meia. Continuar Lendo →

Ex-delegado do Dops diz a Comissão da Verdade que incinerou corpos em usina | Agência Brasil

25/06/2012 | 21h28

Daniella Jinkings
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, o ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) Cláudio Guerra reafirmou os crimes que cometeu durante a ditadura militar (1964-1985). Entre as denúncias, relatadas no livro Memórias de uma Guerra Suja, está a incineração de corpos de militantes de esquerda na Usina Cambaíba, em Campos dos Goytacazes, no norte do Rio de Janeiro.

De acordo com o coordenador da comissão, ministro Gilson Dipp, durante a oitiva, Guerra sugeriu que o grupo ouvisse algumas pessoas citadas por ele no livro. Em entrevista ao programa Observatório da Imprensa, da TV Brasil, Guerra fez um apelo aos militares que atuaram com ele durante o regime militar para que falassem sobre os crimes cometidos. Continuar Lendo →

Em vídeo, ex-delegado do DOPS pede que coronel Malhães vá à Comissão da Verdade | Último Segundo

24/06/2012 | 15h26

Personagem central do livro Memórias de uma Guerra Suja, que traz revelações inéditas sobre episódios importantes da ditadura, Claudio Guerra defende que ele e o coronel “contribuam com a verdade

iG Brasília

O ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS ) Claudio Guerra quer que a Comissão da Verdade convoque o tenente-coronel reformado Paulo Malhães, de 74 anos, conhecido como “Doutor Pablo” para depor. Em vídeo, o homem que ajudou a torturar e executar adversários do regime militar, pede que o coronel o ajude a esclarecer “a verdade”. Continuar Lendo →

O caminho da verdade | Rede Brasil Atual

20/06/2012

As dores são contínuas. Mas algumas ações parecem mostrar que o país está mudando, para que os traumas da história sejam reconhecidos e entendidos. E não se repitam

Por Vitor Nuzzi

A usina Cambaíba, onde a ditadura teria incinerado corpos de opositores

A região canavieira do Rio de Janeiro está em decadência. No norte do estado, em direção ao Espírito Santo, estão os escombros da usina Cambahyba, que voltaram ao noticiário recente após declarações de um ex-delegado do Dops capixaba, Cláudio Guerra: o local teria sido usado para incinerar corpos de combatentes presos pela ditadura.

Alucinação, tentativa de despiste ou revelação macabra? “O que diz essa figura, esse humanista súbito, é perfeitamente plausível. O fato de ele não constar nos documentos mostra que ainda há muitas lacunas. Se 5% do que diz for verdade, ele é um mini-Goebbels”, afirma o jornalista Eric Nepomuceno, referindo-se ao ministro nazista. “Se for mais de 5%, é um genocida.”  Continuar Lendo →

MP começa a investigar queima de corpos de desaparecidos políticos | Rede Brasil Atual

14/06/2012 | 6h01

Procurador da República considerou “coerentes” declarações de ex-delegado

Por Vitor Nuzzi

São Paulo – O Ministério Público Federal (MPF) em Campos (RJ), na região conhecida como Norte Fluminense, abriu investigação para apurar a informação de que pelo menos dez corpos foram incinerados na usina de Cambaíba durante a ditadura. Está previsto para a semana que vem o depoimento de um ex-funcionário da usina, citado no livro “Memórias de uma Guerra Suja”, que traz declarações do ex-delegado do Dops Cláudio Guerra. O procurador da República Eduardo Santos de Oliveira observa que o livro é tratado apenas como referência, mas, ao conhecer o ex-agente, disse que ele respondeu “todas as perguntas com muita firmeza e riqueza de informações”. Continuar Lendo →

Encontro com a banalidade do mal | Observatório da Imprensa

05/06/2012

Por Alberto Dines na edição 697

O livro Memórias de uma guerra suja foi lido numa madrugada, sem interrupção. A impressão que ficou do relato dos repórteres Rogério Medeiros e Marcelo Netto sobre o matador Cláudio Guerra, ex-delegado do DOPS de Vitória, foi a de um burocrata, matador frio, implacável, algo cínico. Também poderia ser um iluminado pela fé que busca a misericórdia divina.

São as mais tenebrosas confissões da história recente do Brasil. O homem que perpetrou tantos assassinatos e cremou tantos cadáveres de presos políticos, no entanto, afirma: “Sou contra a tortura, nunca torturei”. Executou mais de vinte, ainda não sabe ao certo.

Os autores do livro foram ao programa de TV do Observatório da Imprensa em 22 de maio (ver aqui) e, no estúdio, Rogério Medeiros prometeu uma aproximação com o matador. Na segunda-feira (4/6), num apartamento nos arredores de Vitória, um sujeito atarracado, barrigudo, manso e cujo sotaque mineiro torna sua aparência mais pacata, disse que não tem medo de morrer. Sabe muito mais e contará tudo à Comissão da Verdade.
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Memórias da ditadura | Observatório da Imprensa

05/06/2012

Alberto Dines | Programa nº 642

ANOS DE CHUMBO – Parte 1 de 1

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

Estou em Vitória e aqui, nos arredores da cidade, acabo de ouvir um dos mais tenebrosos depoimentos, talvez uma das confissões mais fortes, mais dramáticas da história recente do Brasil.

Cláudio Guerra, ex-delegado do Dops, participou ativamente na repressão, no extermínio, na matança, não fez tortura mas atribui-se a ele mais de 20 mortes. Ele contou a sangue frio seu encontro com Deus e a vontade de ajudar a buscar a verdade.

Esta é uma história que a imprensa levantou quando saiu o livro “Memórias de uma guerra suja” mas não teve coragem de tocar. E se a imprensa não levantar, essa história pode acabar mal. (Alberto Dines)

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http://www.observatoriodaimprensa.com.br/videos/view/memorias_de_um_matador

Ex-delegado do DOPS revela mais duas execuções na ditadura | O Dia Online

01/06/2012 | 19h18

Ambos faziam parte da Aliança Libertadora Nacional e tiveram seus corpos incinerados; detalhes fazem parte de depoimento ao MPF

São Paulo –  Durante essa semana, o ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), Cláudio Guerra, confirmou mais duas mortes de agentes de esquerda durante o regime militar: Thomaz Antônio da Silva Meirelles Netto e Issami Nakamura Okano. Ambos foram incinerados na usina de açúcar Cambahyba, localizada no município de Campos, no Rio de Janeiro.

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Erundina defende reinterpretação da Lei de Anistia | Rede Brasil Atual

01/06/2012 | 8h40

Ouça aqui ou faça o download do áudio aqui

A coordenadora da Comissão Memória, Verdade e Justiça da Câmara, deputada Luiza Erundina, do PSB de São Paulo, considerou de extrema importância os depoimentos colhidos pelo Ministério Público Federal dos acusados de crimes contra ativistas de esquerda durante da ditadura militar, Cláudio Guerra, ex-delegado do Dops, e Marival Chaves Dias do Canto, ex-sargento do DOI-Codi. Eles apontam locais onde estariam restos mortais de ativistas políticos de esquerda torturados e assassinados pela repressão. Entrevista a Ana Aragão.

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http://www.redebrasilatual.com.br/radio/programas/jornal-brasil-atual/deputada-luiza-erundina-pede-ajuda-do-ministerio-publico-para-acompanhar-depoimento-de-ex-torturadores-da-ditadura

MST pede desapropriação de usina que teria abrigado incineração de presos da ditadura | Rede Brasil Atual

31/05/2012 | 17h55

São Paulo – O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está em campanha aberta pela desapropriação das fazendas pertencentes à usina Cambahyba, localizada no norte do Rio de Janeiro. De acordo com o livro “Memórias de uma Guerra Suja”, lançado em maio, o local teria sido utilizado pelos órgãos da repressão para dar um sumiço nos corpos de desaparecidos políticos durante a ditadura (1964-1985).

As ligações entre o regime e os proprietários da Cambahyba apareceram nos depoimentos de Cláudio Guerra, ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), que revelou detalhes da repressão política aos jornalistas Rogério Medeiros e Marcello Neto, autores do livro. “O forno da usina era enorme. Ideal para transformar em cinzas qualquer vestígio humano”, diz um trecho da obra, citado pelo MST. “A usina passou, em contrapartida, a receber benefícios dos militares pelos bons serviços prestados.” Continuar Lendo →

As Comissões da Verdade e a proteção à vida de antigos exterminadores | Sul21

31/05/2012 | 13h36

Inicia-se, finalmente, o processo de investigação sobre os crimes cometidos pela ditadura militar brasileira (1964/1985). Notícia divulgada ontem (30) em primeira mão pelo Sul21 informa que o ex-delegado do DOPS Cláudio Guerra e o ex-sargento do DOI-CODI Marival Chaves Dias foram ouvidos formalmente, durante a segunda (28) e a terça-feira (30), em Vitória (ES), para uma força tarefa do Ministério Público Federal e a coordenadora da Comissão Memória, Verdade e Justiça da Câmara dos Deputados, Luiza Erundina.

Exterminadores arrependidos, ambos ex-integrantes das forças de repressão da ditadura militar, deverão ser agora protegidos pelo estado democrático brasileiro. A deputada já encaminhou, ao procurador geral da República em Campos dos Goytacases (RJ), pedido de guarda policial para os ex-agentes, principalmente para Guerra, que tem sofrido ameaças de ex-colegas desde que passou a revelar os fatos vividos por ele durante o período de repressão política. Continuar Lendo →

Ministro da Justiça determina proteção a ‘cemitérios’ da ditadura | Último Segundo

31/05/2012 | 10h18

Casos citados pelo ex-delegado do DOPS, Cláudio Guerra, estão sendo alvo de investigação do MPF em quatro estados

Wilson Lima, iG Brasília

Ex-delegado Cláudio Guerra traz revelações sobre crimes da ditadura em livro | Foto: Agência Porã

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou a proteção aos locais onde supostamente ocorreram execuções e enterros de militantes de esquerda, durante o regime militar, conforme relatos do ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), Cláudio Guerra.

A preservação destes locais tem o intuito de evitar que algumas provas ainda sejam perdidas, apesar das execuções narradas por Guerra no livro “Memórias de uma guerra suja” terem ocorrido nas décadas de 1970 e 1980. Hoje, os locais estão sendo resguardados por membros da Polícia Federal (PF), conforme o ministro.
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Agentes da tortura falam pela primeira vez: MP ouve depoimento de Guerra e Marival por 16 horas | Sul21

30/05/2012 | 16h31

Por Luiz Cláudio Cunha
Especial para o Sul21

Em sigilo, começou esta semana a autópsia da ditadura brasileira. Durante 16 horas de depoimento em Vitória, ES, ao longo de segunda (28) e terça-feira (29), o ex-delegado do DOPS Cláudio Antônio Guerra e o ex-sargento do DOI-CODI Marival Chaves Dias do Canto falaram pela primeira vez e formalmente ao Ministério Público Federal, na presença da coordenadora da Comissão Memória, Verdade e Justiça da Câmara de Deputados, deputada Luiza Erundina de Souza (PSB-SP).
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